Diretor do Sintesp Marabá aconselha profissionais de saúde a não rejeitarem a vacina contra a covid-19

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Embora não tenha recebido comunicado oficial informando que muitos servidores da saúde em Marabá se recusaram a tomar a vacina contra a covid-19, o diretor de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará (Sintesp/PA) em Marabá, Raimundo Gomes Bezerra, diz ter conhecimento do fato e afirma que isso é uma falha do trabalhador com ele mesmo.

“Ele está na linha de frente, se não se tem a total certeza de que a vacina de fato vai funcionar, mas é o que temos no momento. Os especialistas têm indicado e nós não podemos negar”, adverte Raimundo aconselhando: “Todo trabalhador deve ter consciência disso. Às vezes, por motivos religiosos, alguns se negam a tomar vacina, mas temos de orientar. Para todos os que têm nos procurado, temos dito que devem tomar a vacina. Já temos perdido muitos profissionais”.

Sobre a situação da pandemia no País, com mais de 400 mil mortes, o presidente do Sintesp Marabá afirma que o governo federal talvez seja não o grande culpado, “mas tem uma grande parcela de culpa no fato de não ter trabalhado para diminuir tanto o número de casos, quanto o número de agravamentos e de mortes”, Para ele, se o governo federal, sobretudo na figura do presidente da República, Jair Bolsonaro, tivesse tido mais responsabilidade em  não negar, não tivesse diminuído o potencial da doença, não haveria tantas mortes.

EPIs           

Acerca dos equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde em Marabá, Raimundo Bezerra diz que uma luta que o sindicato tem travado desde o começo da pandemia é a falta do material básico, uma queixa constante dos trabalhadores, “que recebem 20 máscaras cirúrgicas para trabalhar o mês inteiro, quando devem ser usadas de duas a três horas e descartadas”.

“Os EPIs de maior qualidade, de maior proteção, são mais escassos ainda, principalmente para quem não está diretamente nos hospitais, mas em outras áreas, como os agentes comunitários de saúde e de endemias, que têm recebido mesmo só o básico. Nem sequer o álcool tem recebido. Queira ou não ele está na linha de frente”, afirma Raimundo.

Ele lembra que esse trabalhador que está na linha de frente tem sido muito elogiado, mas não tem recebido a devida valorização. ” “Aqui em Marabá a gestão nunca primou pela valorização do trabalhador da saúde, e muito menos agora, durante a covid”, desabafa Bezerra.

Ela salientou que o único incentivo que a gestão municipal concedeu, por meio de uma lei, foi pagar 40% sobre o valor de plantão dos funcionários que estão diretamente na tenda do Hospital Municipal. “Isso é quase insignificante, são poucos trabalhadores que fazem plantão, esse valor não incide sobre o salário básico dos trabalhadores”, ressalta o diretor do Sintesp.

Outro lado

Ouvida pelo Jornal A Saúde sobre a falta de EPIs e outros assuntos abordados pelo presidente do Sintesp, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Secretaria de Comunicação, enviou a seguinte nota:

” A Secretaria de saúde informa que todos os servidores que estão na linha de frente e em contato constante dentro e fora dos hospitais recebem rotineiramente EPIs para proteção contra a COVID, obviamente sob rígido controle de estoque em função da alta demanda e das dificuldades encontradas por todos os municípios do país na aquisição destes produtos.

Quanto ao fato de profissionais da linha de frente receberem menos material de proteção, a afirmação não procede, o que pode ser facilmente constatado em todos os hospitais e serviços voltados para o combate ao vírus.

Há de se acrescentar que os mais de 130 profissionais exclusivos para o combate a COVID estão sendo verdadeiros guerreiros que salvam vidas e que a secretaria não está medindo esforços para cumprir com suas obrigações legais, pagamentos em dias de diárias e vencimentos extras.

A gestão informa também que sempre agiu com a máxima responsabilidade no combate a Pandemia, um reflexo disto é as mais de 17 mil vidas salvas e uma das menores taxas de letalidade entre as cidades do país com o mesmo número de habitantes, conforme a tabela abaixo.

 

Atualização População Óbitos
Várzea Grande (MT) 287.000 1.064 (29/04
Govenador Valadares (MG) 281.000 1.000 (28/04)
Petrópolis (RJ) 306.000    955 (28/04
Santarém (PA) 306.000    940 (26/04)
Foz do Iguaçu (PR) 258.000    773 (29/04)
Imperatriz (MA) 259.000    762 (28/04)
Barueri (SP) 276.000    753 (28/04)
Volta Redonda (RJ) 273.000    733 (28/04)
Ipatinga (MG) 265.000    683 (28/04)
Sumaré (SP) 286.000    679 (28/04)
Gravataí (RS) 283.000    656 (28/04)
Suzano (SP) 300.000    649 (28/04)
Taboão da Serra (SP) 293.000    601 (28/04)
Viamão (RS) 256.000    549 (28/04)
Santa Maria (RS) 283.000    544 (28/04)
Camaçari (BA) 304.000    490 (28/04)
Palmas (TO) 306.000    472 (28/04)
Juazeiro do Norte (CE) 276.000    459 (28/04)
Mossoró (RN) 300.000    429 (27/04)
Marabá 283.000    360 (28/04)
Embu das Artes (SP) 276.000    316 (23/04)

(Por CLÁUDIO REIS)

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